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estilo de vida

Beber café pode reduzir o risco de diabetes em até 29%

  • Uma meta análise de 30 estudos envolvendo mais d e10 anos de pesquisa sugere que o consumo habitual de café pode reduzir o seu risco de desenvolver diabetes tipo 2 em até 29%
  • Embora os resultados sugiram que o café com cafeína e descafeinado têm efeitos metabólicos favoráveis, a redução do risco de diabetes tipo 2 foi mais fortemente associada às bebidas com cafeína
  • Os pesquisadores afirmam que o risco de diabetes tipo 2 pode diminuir em até 6 por cento para cada xícara de café adicional ingerida por dia
  • O café orgânico preto sem açúcar é o tipo mais saudável para você, e certamente uma melhor fonte de cafeína do que refrigerantes ou bebidas energéticas

Por Dr. Mercola

Depois de conduzir uma revisão sistemática de mais de 10 anos de pesquisa, cientistas do Karolinska Institutet da Suécia concluíram que o consumo habitual de café pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em até 29%.

Notavelmente, embora os resultados sugiram que tanto o café com cafeína quanto o descafeinado tenham efeitos metabólicos favoráveis, a redução de risco de início do diabetes tipo 2 parece ser mais forte com o café com cafeína. Se você está procurando por mais um motivo para saborear uma xícara de café orgânico, essas descobertas podem ser interessantes.

Alguns fatos sobre o café

O café há muito é uma das bebidas mais consumidas do mundo, desempenhando um papel central em diversas culturas ao redor do globo. Desde sua descoberta, há mais de 1.000 anos, na região one hoje se localiza a Etiópia, o café ganhou destaque como um ícone social.

Você pode convidar um amigo ou colega de trabalho para “um cafézinho” ou fazer um “intervalo para o café” no trabalho. Abaixo estão alguns fatos sobre esta bebida, apresentados pela Federação Europeia do Café:

  • Estima-se que 2 bilhões de xícaras de café são consumidas no mundo todos os dias
  • O café é um dos produtos mais valiosos no comércio mundial, e seu cultivo, marketing, processamento, comércio e transporte fornecem empregos para milhões de pessoas em todo o mundo
  • O café é cultivado em cerca de 70 países, com pequenas operações que produzem aproximadamente 80 por cento da oferta mundial de café
  • O Brasil é o maior produtor de café, contribuindo com 40% do abastecimento mundial, seguido pelo Vietnã com 16%

Sobre essa bebida onipresente, a Federação Europeia do Café afirma: “O café… é um dos componentes de dieta mais exaustivamente estudados. De forma geral, pesquisas indicam que o consumo moderado de café pode fazer parte de uma dieta saudável e balanceada para a população adulta em geral, e pode até mesmo trazer benefícios à saúde”.

As taxas de diabetes tipo 2 continuam aumentando

As taxas globais de diabetes – uma doença crônica que surge quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou o corpo não consegue usar com eficácia a insulina que produz – continuam a disparar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com diabetes aumentou de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014.

A OMS observa a prevalência de diabetes, que é uma das principais causas de cegueira, ataques cardíacos, amputação de membros inferiores, falência renal e derrame, tem aumentado mais rapidamente nos países de renda baixa e média. Estima-se que o diabetes tenha sido a sétima causa de mortes mais comum em 2016, e sua prevalência tem aumentado continuamente nos últimos 30 anos.

De acordo com um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, cerca de 30,3 milhões de americanos tinham diabetes em 2015, com 7,2 milhões desses casos não diagnosticados.

Os responsáveis pelo relatório notam que o diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, sendo responsável por 90 a 95 por cento dos casos. Com o número crescente de pessoas sofrendo de diabetes, os pesquisadores estão investigando todas as estratégias de prevenção possíveis, incluindo o consumo de café.

O consumo de café pode reduzir o risco de diabetes tipo 2

Dadas as taxas crescentes de diabetes em todo o mundo, as notícias de uma associação positiva entre o consumo de café e uma potencial redução de risco de diabetes tipo 2 são dignas de nota.

Com base em uma meta-análise de 30 estudos prospectivos conduzidos entre 2002 e 2015, pesquisadores do Karolinska Institutet da Suécia sugerem que o consumo de café está inversamente associado ao risco de diabetes tipo 2.

A análise, que reuniu dados de quase 1,2 milhão de participantes, apresentou 53.018 casos de diabetes tipo 2. A dupla de pesquisadores descobriu que o risco de diabetes tipo 2 era 29 por cento menor no grupo de maior consumo de café (com consumo médio de 5 xícaras por dia) em comparação com o grupo de menor consumo de café (com consumo médio de zero xícaras por dia).

Além disso, eles sugerem que o risco de diabetes tipo 2 diminuiu em até 6 por cento para cada xícara adicional no consumo diário de café. Os resultados foram semelhantes para o café com cafeína e o café descafeinado.

Os benefícios dos compostos do café, como o Cafestol

Pesquisas continuam a identificar certos compostos do café que são responsáveis por suas propriedades benéficas à saúde. Um estudo de 2017 publicado no Journal of Natural Products, por exemplo, sugere que o cafestol, um composto bioativo encontrado no café, melhorou os marcadores de diabetes tipo 2 em pesquisas envolvendo ratos de laboratório alimentados com uma dose diária do composto. Os resultados foram os seguintes:

  • Grupos submetidos a 0,4 ou 1,1 miligrama de cafestol experimentaram uma redução de 28 a 30% nos níveis de glicose no sangue, em comparação com o grupo de controle
  • Os camundongos submetidos a uma dose mais alta de cafestol refletiram uma melhora de 42% na sensibilidade à insulina, em comparação com o grupo controle
  • Camundongos submetidos a uma dose mais alta de cafestol mostraram uma redução de 20% no glucagon em jejum, o hormônio responsável pelo aumento dos níveis de glicose no sangue

No final do período de estudo de 10 semanas, os cientistas isolaram as ilhotas de Langerhans – as células pancreáticas que normalmente produzem insulina – de cada grupo de ratos. Em comparação com o grupo de controle, eles descobriram que as ilhotas isoladas de camundongos alimentados com cafestol estavam associadas a um aumento de 75 a 87 por cento na produção de insulina.

Sobre os resultados, os autores do estudo afirmaram: “Nossos resultados mostram que o cafestol possui propriedades antidiabéticas. Consequentemente, o cafestol pode contribuir para a redução do risco de desenvolver diabetes tipo 2 em consumidores de café, além de ter um papel como potencial medicamento antidiabético”.

Sobre os muitos compostos benéficos encontrados no café, a equipe do Karolinska Institutet afirmou:

“Diversos componentes bioativos no café foram propostos como contribuidores para os efeitos metabólicos benéficos associados, incluindo a cafeína, compostos fenólicos… lignanas, trigonelina, N-metilpiridínio, minerais e vitaminas… proteínas e lipídios em diterpenos especiais (por exemplo, cafestol e kahweol).

Muitos desses compostos podem desempenhar um papel na regulação da insulina e da glicose e, portanto, influenciar o desenvolvimento ou progressão do diabetes tipo 2.”

Aumentar a ingestão de café em apenas 1 xícara por dia pode fazer uma grande diferença

Um estudo de 2014 publicado na revista Diabetologia sugere que o aumento da ingestão de café pode reduzir o risco de diabetes tipo 2, enquanto um aumento no consumo de chá não teve efeito sobre o risco de diabetes. Os pesquisadores examinaram as associações entre as mudanças no consumo de café e chá e o risco de diabetes tipo 2, conforme avaliado durante um período de estudo de quatro anos.

Os dados foram fornecidos por 48.464 mulheres envolvidas no Nurses’ Health Study (1986 a 2006), 47.510 mulheres no Nurses’ Health Study II (1991 a 2007) e 27.759 homens no Health Professionals Follow-up Study (1986 a 2006).

A dieta foi avaliada a cada quatro anos por meio de um questionário de frequência alimentar validado, e os casos autorrelatados de diabetes tipo 2 foram validados por meio de questionários suplementares.

Em todas as três coortes, os pesquisadores coletaram informações detalhadas sobre dieta, estilo de vida, condições médicas e outras doenças crônicas a cada dois a quatro anos por mais de 20 anos. Tendo documentado 7.269 casos de diabetes tipo 2, os cientistas descobriram:

  • Os participantes que aumentaram o consumo de café em mais de 1 xícara por dia (variação média = 1,69 xícaras por dia) durante um período de quatro anos tiveram um risco 11% menor de diabetes tipo 2 nos quatro anos subsequentes em comparação com aqueles que não fizeram alterações em seu consumo
  • Os participantes que reduziram a ingestão de café em mais de 1 xícara por dia (a variação média foi de menos 2 xícaras por dia) experimentaram um risco 17% maior de diabetes tipo 2
  • Mudanças no consumo de chá não foram associadas ao risco de diabetes tipo 2

“Nossas descobertas confirmam aquelas de estudos anteriores, que mostraram que um maior consumo de café está associado a um menor risco de diabetes tipo 2”, afirmou Shilpa Bhupathiraju, pesquisadora do departamento de nutrição da Harvard School of Public Health (HSPH) e autora principal do estudo. “E mais importante, elas fornecem novas evidências de que as mudanças no hábito de consumo de café podem afetar o risco de diabetes tipo 2 em um período de tempo relativamente curto.”

O autor sênior Dr. Frank Hu, chefe do departamento de nutrição da HSPH, acrescentou: “Essas descobertas demonstram ainda que, para a maioria das pessoas, o café pode trazer benefícios à saúde, mas o café é apenas um dos muitos fatores que influenciam o risco de diabetes. Ainda mais importante é que os indivíduos cuidem do seu peso e sejam fisicamente ativos”.

Os benefícios do café para a saúde se estendem do coração ao cérebro

Uma pesquisa apresentada na Scientific Sessions de 2017 da American Heart Association constatou que, em comparação aos que não tomam café, indivíduos que bebem café apresentaram um risco 7% menor de ter insuficiência cardíaca e um risco 8% menor de sofrer um derrame por cada xícara adicional de café consumida na semana.

Os autores de uma meta-análise de 2017 publicada no BMJ observaram que um consumo de café de 3 a 4 xícaras por dia tinha uma “associação não linear”, quando comparado com nenhuma xícara, para reduzir o risco de:

  • Mortalidade por todas as causas em 11%
  • Mortalidade cardiovascular em 19%
  • Doença cardiovascular em 15%

Além disso, o alto consumo de café alto foi associado a um risco de câncer 18% menor comparado a um consumo baixo. Os cientistas acrescentaram: “O consumo também foi associado a um menor risco de vários tipos de câncer e doenças neurológicas, metabólicas e hepáticas”.

Conforme observado no vídeo acima, a pesquisa publicada na PLOS Biology indica que o consumo de 4 xícaras de café por dia pode fornecer cafeína suficiente para ajudar a proteger e reparar seu músculo cardíaco, bem como proteger suas células contra os danos de ataques cardíacos.

Quanto à saúde do seu cérebro, o aumento do consumo de café (e chá) foi associado a um risco menor de tumor cerebral glioma, de modo que as pessoas na categoria superior de consumo de café tinham 91% menos probabilidade de ter glioma em comparação com as da categoria inferior.

De acordo com um estudo publicado na revista Clinical Nutrition, beber 1 a 2 xícaras de café por dia, em comparação com beber menos de 1 xícara, foi associado a um risco 12% menor de distúrbios cognitivos, incluindo doença de Alzheimer, outras formas de demência, declínio cognitivo e comprometimento cognitivo.

O café orgânico sem açúcar é o melhor para a saúde. Evite refrigerantes

Como o café convencional é altamente pulverizado com pesticidas, você deve optar por variedades orgânicas cultivadas à sombra. Para a melhor xícara de café, aconselho você a recusar aditivos prejudiciais à saúde, como açúcar, creme e adoçantes artificiais. Pelo menos um estudo indicou que a adição de leite reduziu significativamente o conteúdo antioxidante do café.

Além disso, se possível, compre o café em grãos inteiros e moa-o você mesmo na hora de consumir, para evitar a rancidez oxidativa. O café pré-moído pode já estar oxidado quando você o beber. Além disso, se você beber café descafeinado, certifique-se de que o processo de descafeinação não envolve produtos químicos.

Se você estiver grávida, é aconselhável evitar a cafeína tanto do café quanto de outras fontes, pois está comprovado que ela aumenta as chances de gestação prolongada e de bebê com baixo peso ao nascer.

Para a maioria das pessoas, algumas xícaras de café orgânico por dia podem trazer uma série de benefícios de promoção da saúde, incluindo a redução do risco de diabetes tipo 2. Se você precisa de um aumento de energia matinal, recomendo que opte por um café orgânico em vez de refrigerantes e energéticos. Dadas as enormes quantidades de açúcares encontradas neles, incluindo xarope de milho rico em frutose, eu recomendo fortemente que você abandone completamente os refrigerantes.

– Recursos e Referências

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