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cuidados de saúde

Por que os óleos vegetais são cancerígenos

  • Substituir os perigosos óleos vegetais, como o óleo de milho, o óleo de soja e o óleo de canola, por gorduras mais saudáveis, como banha, manteiga ou óleo de coco, é uma maneira simples de melhorar sua saúde e reduzir o risco de diversas doenças crônicas, incluindo câncer
  • Os óleos vegetais são uma fonte concentrada de ácido ômega-6 linoleico, e têm levado a um desequilíbrio grave entre a proporção de ômega-6 e ômega-3 na alimentação da maioria das pessoas. Esse desequilíbrio aparenta ser o motivo pelo qual os óleos vegetais promovem o câncer
  • Historicamente, a humanidade consumia ômega-3 e ômega-6 em uma proporção de aproximadamente 1 para 1. Hoje, a maioria das pessoas obtém 25 vezes mais ômega-6 do que ômega-3, e esse desequilíbrio está associado a doenças cardíacas, gastrointestinais, doenças de origem inflamatória e diversos tipos de câncer, especialmente neuroblastoma e cânceres de mama, próstata, cólon e pulmão
  • Seu corpo metaboliza AGPI (ácidos graxos poli-insaturados) ômega-3 e ômega-6 em eicosanoides (substâncias semelhantes a hormônios) e, como regra geral, os eicosanoides derivados do ômega-3 são anti-inflamatórios, enquanto os eicosanoides do ômega-6 têm efeitos pró-inflamatórios. Parte dos benefícios das gorduras ômega-3 é que elas bloqueiam os efeitos pró-inflamatórios dos eicosanoides derivados do ômega-6

Por Dr. Mercola

As gorduras alimentares são um componente essencial de uma alimentação saudável, mas como diz o ditado, o diabo mora nos detalhes, e o tipo de gordura que você consome pode fazer uma enorme diferença. Substituir óleos perigosos por gorduras saudáveis é uma maneira simples de melhorar a sua saúde e reduzir o risco de doenças crônicas.

Infelizmente, muitas das gorduras que causam problemas de saúde são aquelas que muitas pessoas pensam ser as mais saudáveis, e vice-versa. Entre os piores tipos de gordura que você pode ingerir estão os óleos vegetais, como óleo de milho, óleo de soja, óleo de girassol e canola, encontrados na maioria dos alimentos processados e largamente utilizados em restaurantes.

Na minha opinião, os óleos vegetais processados, ricos em ácidos graxos poli-insaturados ômega-6 (AGPI), são o componente alimentar mais perigoso de todos, afetando mais a saúde humana do que até mesmo o xarope de milho com alto teor de frutose.

Além de os óleos vegetais estarem associados a doenças cardíacas, doenças gastrointestinais como a síndrome do intestino irritável e condições inflamatórias como a artrite, eles também foram associados a diversos tipos de câncer, especialmente neuroblastoma, câncer de mama, próstata, cólon e pulmão.

Óleos vegetais: uma causa oculta do câncer

Em um artigo de 8 de novembro de 2019 publicado na Medium, Maria Cross, nutricionista com mestrado em ciências, discute a ciência por trás dos óleos vegetais, e os fatores que os tornam cancerígenos. Ela explica:

“Existem duas categorias de AGPI: ômega-6 e ômega-3. Embora funcionalmente distintas e não intercambiáveis, essas duas classes estão constantemente envolvidas em um ato de equilíbrio metabólico enquanto competem pela absorção no corpo.

Não há nada de intrinsecamente ruim com os AGPIs ômega-6. Na verdade, nós precisamos deles… E se a gordura ômega-6 é essencial para a saúde, não faz muito sentido que ela também possa causar câncer, certo?

É por isso que os cientistas acreditam que não é o ômega-6 em si o culpado, e sim o equilíbrio entre os dois grupos de AGPI que está comprometido e causando um grande estrago nos nossos corpos. Nós evoluímos e nos adaptamos geneticamente a uma alimentação que fornece quantidades similares de ômega-3 e ômega-6…

No entanto, com a industrialização da nossa alimentação e as vastas quantidades de óleos vegetais contidas nela, a proporção entre ômega-6 e ômega-3 mudou drasticamente, e hoje algumas pessoas consomem até 25 vezes mais ômega-6 que ômega-3…

E isso certamente possui consequências: dados experimentais apoiam a teoria de que é esse equilíbrio distorcido entre os AGPIs que influencia o desenvolvimento de tumores.”

Como as proporções descontroladas entre os tipos de AGPI promovem o câncer

A conexão do câncer também foi revisada em um artigo de 2016, “O papel das dietas ricas em ômega-3 e ômega-6 no desenvolvimento do câncer”, que indica que “os AGPIs ômega-6 e ômega-3 geralmente competem entre si no metabolismo, e agem de maneiras opostas”.

Seu corpo metaboliza ômega-3 e ômega-6 em eicosanoides, que são substâncias semelhantes a hormônios. De maneira geral, os eicosanoides derivados do ômega-3 são anti-inflamatórios, enquanto os eicosanoides do ômega-6 têm efeito pró-inflamatório. Parte dos benefícios das gorduras ômega-3 é que elas bloqueiam os efeitos pró-inflamatórios dos eicosanoides ômega-6.

Conforme observado no artigo de 2016 citado anteriormente, “vários estudos demonstraram que os AGPIs ômega-6 induzem a progressão de certos tipos de câncer”, enquanto “os AGPIs ômega-3 possuem um papel terapêutico contra certos tipos de câncer”.

A tabela 1 desse artigo lista oito mecanismos conhecidos pelos quais o ômega-3 reduz o risco de câncer. Por exemplo, o ômega-3 demonstrou inibir o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF) e regular os receptores do fator de crescimento envolvido no câncer.

As gorduras ômega-3 também reduzem a angiogênese e a adesão entre as células, melhoram a estrutura e a função das células, combatem a inflamação (que é uma característica do câncer) e induzem a apoptose das células cancerígenas (morte celular). A tabela 2 nesse mesmo artigo lista os mecanismos pró-tumorais das gorduras ômega-6, que incluem:

  • Criação de espécies reativas que danificam o DNA
  • Epoxidação de 17-beta-estradiol, que por sua vez gera um composto cancerígeno
  • Aumento dos efeitos genotóxicos de outros compostos

Os óleos vegetais promovem praticamente todas as doenças crônicas

O câncer não é nem de longe o único risco à saúde associado aos óleos vegetais. Como mencionado anteriormente, eles promovem a maioria das doenças crônicas ao desequilibrar a sua proporção de ômega-3 para ômega-6. Mas eles também influenciam o risco de doenças de outras maneiras.

É importante ressaltar que os óleos vegetais se degradam quando aquecidos, formando produtos de oxidação extremamente tóxicos, incluindo aldeídos cíclicos. Os aldeídos cíclicos causam a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade oxidada (LDL), associadas à doença cardíaca. Eles também causam a reticulação das proteína tau e criam emaranhados neurofibrilares, contribuindo assim para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Conforme explicado pela Dra. Cate Shanahan em seu livro, “Deep Nutrition: Why Your Genes Need Traditional Food”, para entender como as gorduras alimentares afetam sua saúde, você precisa entender como as gorduras se oxidam.

Os AGPIs ômega-6 encontrados nos óleos vegetais possuem ligações altamente frágeis, que reagem com o oxigênio criando uma cascata de radicais livres que transforma ácidos graxos normais do corpo em moléculas perigosas de alta energia que se aglomeram, causando estragos de maneira semelhante à radiação.

Além disso, muitos dos óleos vegetais produzidos hoje — especialmente óleo de milho e soja — são geneticamente modificados, e são uma fonte significativa de exposição ao glifosato, que também tem sido associado a danos no intestino e outros problemas de saúde.

O livro de Shanahan também expõe os perigos do 4-hidroxinonenal (4HNE), que se forma durante o processamento da maioria dos óleos vegetais. O 4HNE é altamente tóxico, especialmente para as bactérias intestinais, e o consumo de 4HNE está relacionado a um equilíbrio obesogênico da flora intestinal.

O 4HNE causa citotoxicidade e danos ao DNA, além de provocar cascatas de radicais livres que danificam a membrana mitocondrial. Conforme observado por Shanahan na nossa entrevista em 2017, apresentada em “Dietary Fats — The Good, the Bad and the Ugly”:

“Não há como criar um veículo de entrega melhor para uma toxina que destruirá sua saúde lentamente ao longo de talvez 10, 20 anos, dependendo da capacidade genética do seu sistema antioxidante”.

Shanahan aponta também que o óleo vegetal orgânico não é a solução, uma vez que o 4HNE é produzido mesmo que o óleo seja obtido de culturas orgânicas. Ele é um subproduto intrínseco do refino e processamento do óleo, não importa o quão saudável este seja inicialmente.

O ômega-6 encontrado nos óleos vegetais também danifica o endotélio (as células que revestem os vasos sanguíneos), permitindo que as partículas de LDL e lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL) penetrem no subendotélio.

Em outras palavras, esses óleos se ligam às células e às membranas mitocondriais, e quando essas membranas ficam debilitadas, o cenário torna-se ideal para diversos os tipos de problemas de saúde.

Eles também tornam as membranas celulares menos fluidas, o que afeta os transportadores de hormônios na membrana celular, diminui sua taxa metabólica e inibe a remoção de células senescentes — células envelhecidas, danificadas ou debilitadas, que perderam a capacidade de se reproduzir, e produzem citocinas inflamatórias que aceleram envelhecimento e o favorecem o surgimento de doenças.

Os óleos vegetais também retiram a glutationa do seu fígado (que produz enzimas antioxidantes), diminuindo assim as suas defesas antioxidantes, e inibem a delta-6 dessaturase (delta-6), uma enzima envolvida na conversão de ômega-3 de cadeia curta em ômega-3 de cadeia longa no seu fígado.

Corrija a sua proporção de ômega-6 para ômega-3 para proteger sua saúde

O ômega-3 derivado dos frutos mar é uma das gorduras mais importantes da alimentação humana, pois o ácido docosaexaenoico (DHA) e o ácido eicosapentaenoico (EPA) estão, na verdade, entre os principais elementos estruturais das células, incluindo as células cerebrais, e não são apenas um mero combustível para elas. Se você não tiver DHA e EPA suficientes, a capacidade do seu corpo para se regenerar e manter estruturas celulares saudáveis será seriamente prejudicada.

É essencial, embora isso seja ignorado por muitos, acertar a proporção entre ômega-3 e ômega-6. Simplesmente adicionar mais ômega-3 pode não bastar se você também não estiver tomando medidas para diminuir significativamente a sua ingestão de ômega-6, e os óleos vegetais são a principal fonte desses.

Como a maioria dos alimentos processados e grande parte dos restaurantes utilizam esses óleos em grandes quantidades, eliminá-los da sua alimentação significa abandonar as refeições processadas e comidas de restaurante, e preparar sua própria comida do zero utilizando fontes de gorduras mais saudáveis. Embora você precise do ômega-6, ele deve estar na sua forma não processada, não nos óleos vegetais industrializados. Boas fontes são oleaginosas e sementes in natura.

Gorduras saudáveis para cozinhar

Já que o diabo mora nos detalhes, e os detalhes podem ser complicados, a maneira mais simples de entender no que consiste uma alimentação saudável é pensar em 100 anos atrás ou mais e considerar como a alimentação era naquela época, e como era preparada.

O que você precisa é de comida de verdade: comida in natura, o mais próximo possível do seu estado natural. Isso pode ser particularmente importante quando se trata de gorduras. Novamente, abandonar os óleos vegetais e qualquer alimento preparado com eles pode ajudar bastante a reduzir a inflamação e os danos mitocondriais e celulares, o que o protegerá de diversos assassinos comuns, incluindo o câncer. Quanto ao que utilizar para substituir os óleos vegetais, entre as opções mais saudáveis estão:

Banha de porco de criação orgânica — Uma análise realizada em 2015 com mais de 1.000 alimentos crus classificou a gordura de porco, também conhecida como banha de porco, como o oitavo alimento mais saudável de uma lista com 100. Os nutrientes encontrados na banha de porco incluem vitamina D, gorduras ômega-3, gorduras monoinsaturadas (as mesmas gorduras encontradas no abacate e no azeite), gorduras saturadas e colina.

•O óleo de coco é outro excelente óleo de cozinha, repleto de benefícios para a saúde.

Azeite — O autêntico azeite contém gorduras saudáveis que podem ajudar a diminuir o risco de doenças cardíacas. Embora a recomendação padrão tenha sido evitar o uso de azeite para cozinhar e usá-lo apenas a frio, pesquisas recentes em que dez óleos culinários foram comparados contradizem esse conselho, mostrando que o azeite extra-virgem realmente obteve a melhor pontuação tanto pela estabilidade oxidativa quanto pela falta de compostos nocivos produzidos quando aquecidos.

No entanto, faz-se necessário um aviso de cautela. O azeite falso é altamente comum, por isso é importante dedicar um tempo para pesquisar sobre os seus fornecedores. Muitos são adulterados com óleos vegetais baratos ou azeites de oliva impróprios para consumo humano, que são prejudiciais à saúde de várias maneiras. Para mais informações, veja “O seu azeite é falso?“, onde eu abordo este tópico com mais profundidade.

Manteiga orgânica (de preferência feita de leite cru proveniente de gado terminado a pasto) em vez de margarinas e gorduras vegetais — A manteiga é um alimento saudável que recebeu uma má reputação injustificada.

Ghee orgânico é melhor ainda, pois os sólidos do leite, com os quais muitos têm problemas, são removidos — O ghee ou manteiga clarificada, é uma gordura pura, sem carboidratos, e, pessoalmente, é o que eu uso. A forma mais simples de fazer é colocando a manteiga em um recipiente de vidro no desidratador e não aquecê-lo acima de 40ºC para preservar a qualidade.

Você pode remover os sólidos com a ajuda de uma pipeta culinária de vidro. Depois de obter o ghee, você nem precisa refrigerá-lo, pois ele permanece estável por várias semanas em temperatura ambiente.

Para completar sua ingestão de gorduras saudáveis, não se esqueça de ingerir gorduras cruas, como abacates, oleaginosas cruas, laticínios crus e azeite de oliva. Além disso, tente aumentar a ingestão de ômega-3 animal ingerindo mais sardinhas, anchovas, cavala, arenque ou salmão selvagem do Alasca, ou através de suplementos como o óleo de krill.

– Recursos e Referências

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